quarta-feira, 23 de junho de 2010

Colapso da Humanidade

Ainda de farda, refaço os passos do meu dia: Acordei às 5, como de costume; fui pro colégio; descobri que tinha reunião do clube; comi fiado um X-Bacon; a aula foi beeem legal, ao ar livre =D...
Mas o importante começa agora. Débora já tinha ido embora, eram umas cinco e vinte da tarde, a condução (transporte escolar) não tinha chegado, o que deveria acontecer antes das quatro e trinta, hora em que a mesma sai do colégio. Ligo pra minha mãe pra ela ligar pra Míriam, pra ligar pra seu Elias, e me dar retorno. Aguardo na linha e recebo tal notícia: tinha um engarrafamento gigantesco, mas não tinha chegado à frente do colégio, pelo menos não ainda... Minha mãe me diz que há uns dez minutos o cara tava na frente do Macro (supermercado local).
Seis e vinte da noite. Eu ligo novamente. O cara tá preso na frente do prédio da Justiça Federal. Sete horas da noite. O cara liga pro colégio e diz que tá passando embaixo da passarela do colégio e pra eu me dirigir à parada de ônibus porque ele não conseguiria entrar no colégio, o que atrasaria pacas a minha (e a sua) chegada em nossas casas. 10 minutos pra percorrer uns 200 metros. Esse foi o tempo que o cara demorou pra ir de um lado a outro da passarela. Quando a gente chega na bifurcação, qual não é a minha surpresa?
O caminho que leva pra cidade, o da esquerda, tão livre quanto às cinco horas da manhã. E como o motorista me conta, esse povo todo indo pro interior, pra Caruaru principalmente, pra beber e dançar (segundo eu) e pra tumá cachaça e raparigar (como ele, um bom matuto, disse).
Nesse momento eu senti um misto de angústia, nojo, desprezo e pena, muita pena e compaixão dessa humanidade tola que viemos a nos tornar. Nossa sociedade nos leva a fazer coisas incompreensíveis, ininteligíveis. A primeira coisa que eu pensei foi: As profecias da Bíblia realmente estão perto de se cumprir! Olhemos para nós mesmos! Onde chegamos? Aonde estamos indo? Por causa de um simples feriado, uma festa junina, uma coisa banal, esquecemos de tanto... Nossos irmãos necessitados das cidades atingidas pelas enchentes... Poderíamos contar nos dedos aqueles que estariam ali para levar ajuda e um pouco de esperança e solidariedade para os angustiados corações dessas pessoas.
Mais calmo, percebi que o sentimento que eu deveria ter era compaixão. Compaixão pelos nossos irmãos desabrigados e pelos outros, que não sabemos estarem mais ou menos perdidos que os outros, iludidos por uma festividade criada e disseminada pela sociedade que nos leva a valorizar a carne, esquecer os bons valores e diminuir o espírito. Sim! Nosso espírito, nossa garra! Para onde foi nossa humanidade? Pro lixo? É, deve ser culpa do efeito estufa.
Por fim, pensemos e reflitamos sobre nossos atos, e esforcemo-nos em ajudar o próximo, não só numa situação crítica e abaladora como a atual, mas também e principalmente nas coisas simples do dia-a-dia (não sei se ainda tem hífen ou não), porque aqueles que são fiéis no pouco serão no muito e assim engrandecem os seus corações e praticam a humildade.

Ele é a razão do meu sorriso
Percorre os meus pensamentos
E contamina o meu coração
Como uma cólera incessante

Meu amor por ti
Enche meus olhos de alegria
Suaviza minha carga
Ilumina minha alma

Tua pele tão macia
Me excita, me incita
Te desejo, te quero minha
Pena que não poderia

Teus lábios doces e rubros como romãs
Me confortam, me fazem esquecer de tudo.
Só não de você. Só penso em você.

Teu calor me entorpece
Como um manjar afrodidisíaco
Mas a distância me entristece
E pesa meu martírio

Tão longe e tão perto
Tão livres e tão presos
Nosso destino tão incerto
Perde-se em nossos beijos

Te quero, mas não te posso
Te posso, mas não te tenho
Não te tenho...
Mas te amo!

E isso me basta!

Beijos e bom feriado,

Shalom.

5 comentários:

  1. "Dia-a-dia" realmente tem hífen.
    Devo elogia-lo primeiro, por ser paciência para tal feito, e segundo, por faze-lo tão bem.
    E, de fato, os valores da sociedade quase não existem mais...
    Apesar de achar que poucas pessoas irão ler o seu texto, ainda sim você o fez...
    Você é realmente bom com palavras, cada um deve treinar sua melhor parte (talvez não no meu caso...), e você está fazendo isso bem...
    Talvez devemos ajudar a humanidade a abrir seus olhos, mas (por enquanto) acho que cada um deve primeiro se salvar antes de salvar os outros (pode ser o contrário, mas é nisso que eu acredito); o importante é acreditar que o mundo pode melhorar...
    Realmente admiro que uma pessoa tenha tais pensamentos como os expressos no texto, espero ver muitos outros textos com igual impacto de crítica sobre o modo como vivemos...

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  2. P.S.: "...por TER paciência..."

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  3. Valeu pelo comment, Siqueira.

    E como tu falastes, a gente tem mudar o mundo começando por nós mesmos, caso contrário, seríamos hipócritas.

    O chato é que tanto aqui quanto no http://mundocampandawedas.blogspot.com/
    ninguém comentou ainda sobre a segunda parte, um poema, se é que pode ser chamado assim.

    Mas pelo menos os comentários foram de médios a bons.

    Tão gostando de eu. -q

    Bom São João e abraços.

    o/

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  4. Como eu sei que o poema não foi dirido à mim, não ouso fazer comentários sobre o seu significado ou sentido, mas posso dizer que foi bem escrito; parabéns.
    Eu gosto de romãs...

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  5. ohhhh natan, agent te ama =3
    Sim, axo q vc deveria ter posto o 'poema' em um post diferente do texto pq tipo ta ligado que sai de uma crítica pra um texto lírico...
    Mas de qalqer forma, gostei sim do poema. Dá pra ver que saiu do fundo da alma mesmo, algo que se qer mostar pois nao cabe no peito mas sim esborra pelas maos, pelos dedos e acaba num blog como esse...
    Parabéns, estamos no aguardo de outros textos seus! =*

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